terça-feira, 19 de abril de 2011

erros


É sempre por demais começar, custa. Mas uma vez escrevo sem saber a mínima ideia do que hei-de falar. Baseio-me muito no obscuro, talvez para tentar que algo saia dentro de mim, o passado tem coisas que nos assombram, mas temos que viver contra isso e tentar ser melhor no futuro. Pois sei, não é apenas o passado que me assusta, mas também o poderá vir depois. E muitas das vezes, nem o pensamento positivo pode alterar as coisas. O ser humano comete erros, se não seria perfeito e não teríamos nada para aprender. Eu aprendi, e muito, no inicio arrependi-me imenso disso, mas agora vejo isso como uma lição de vida. Agora, não alteraria nada do meu passado. E pensem, se tudo fosse fácil a vida teria o mesmo sentido ? Valeria a pena viver sem cometer erros, arriscar por vezes ?

E por hoje, aqui fico.

Cristiana

 
'' Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar de opinião, porque não me envergonho de raciocinar e aprender. '' Alexandre Herculano


terça-feira, 5 de abril de 2011

vidro e sangue .

   As sombras que no passado me seguiam, continuam-me a puxar pelas pernas, fazendo-me cair sobre vidros anteriormente partidos. Sinto-os a entrar na carne, a dor é horrível e vejo o meu sangue espalhar-se no chão coberto de vidros.
  Elas ainda me rodeiam, dão voltas sobre os meus ombros e apertam-me o peito, tenho dificuldades em respirar e deixo de sentir a ferida profunda causada pelos vidros, acho que desmaiei. Deixei de sentir qualquer tipo de dor.
  
  Mais uma vez, por agora é tudo.

Cristiana

domingo, 3 de abril de 2011

Sonho .



Não sinto qualquer necessidade de o fazer, mas sinto os meus pensamentos a espalhar-se lentamente de cada vez que o tento fazer, desta vez vou tentar que isso não aconteça. De qualquer das formas não escrevo obrigada, é diferente, elas vão surgindo à medida que o faço. Sempre quis escrever sobre os meus sonhos, descrever-los, mas raramente me recordo. Torna-se confuso, revoltante por vezes.  Lembro-me de alguns pesadelos horríveis que tive em criança, mas não quero falar sobre isso.
Há tantas coisas que ainda me questiono, talvez até demais. Porque que ainda corro ? Ainda não tenho bem noção do quanto corri, mas não estou a fugir. Pois não sei o fim do caminho, é longo e cheio de sombras. Não posso negar que tenho não medo, pois tenho e muito.  

Por agora é tudo !
Cristiana .