sábado, 25 de agosto de 2012

levantou-se pó


A elegância que eles exibiam era tão notável, tão perfeitamente esculpida. Seus corpos, belos, dançavam sem música, ainda sobre a chuva, num lento compasso de balsa. As suas penas brilhavam e envolvia-os num discreto e doce espectáculo de luz dourada.
O rosto dele inclinou-se sobre o dela, ambos estavam frios por fora, mas quentes no seu interior, pois havia algo que os aquecia. Ele limpou com o dedo uma pequena gota que escorria sobre o rosto ela e com um beijo -la estremecer. Ele puxou-a ainda mais contra o peito e dele, sussurrou-lhe algo ao ouvido, 'amo-te'. Ela pousou a cabeça sobre o seu peito forte, e escutava, escutava o seu coração um pouco ofegante, que batia por ela.

Cristiana Martinho

terça-feira, 14 de agosto de 2012

frágil


Bem, não sei o que escrever, para variar. ‘ Para variar ’ ? A expressão que mais me irritou nestes últimos tempos. Desculpem não ter publicado nada neste últimos meses, e desculpem estar-me a desculpar mais uma vez, mas acho que pouca gente deu por isso.
Queria apenas desabafar, mais uma vez. Sinto-me cansada, triste, frágil, aborrecida, etc. Já não sei o que fazer, deixei de reagir seja ao que for. Choro por tudo, e sinceramente não me estou a conseguir de levantar. E sinceramente, acho que estou a ficar doente.
Mas ninguém se importa.

Cristiana Martinho